caminho sozinho,
mudo meu caminho,
hoje eu vou deixar a escuridão me guiar para o meu verdadeiro lar,
no meio do percurso sou surpreendido,
figuras noturnas me cercam,
dilaceram meu corpo e alma,
a deixam esfolada, cortada, rasgada,
abandonada no rio,
imersa nas suas tristezas, preocupações, frustrações,
banhado no rio de suas lágrimas,
derramadas durante sua vida de arrependimentos por atos não feitos,
palavras não ditas, por amizades perdidas.
Mas hoje isto acabou,
a final meu corpo caiu, minha alma sumiu,
e eu estou aqui apenas a observar,
toda minha vida a passar,
enquanto estou neste lugar sem ninguém para me comunicar,
vendo meus pecados de longe,
vendo minha morte de um ponto distante,
sinto algo inconstante, um medo, um pavor,
mas agora tudo melhorou.
uma aura aconchegante me abraça.
e eu percebo que esta noite a morte não é minha aliada.
Gabriel Nogueira

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