domingo, 4 de março de 2012

Boêmio acorrentado


Após tanto tempo volto a sonhar,
sentir, amar, me expressar,
voltar a escrever,
pensando em você,
imaginando como é ter,
meu amor, que é você,
ao meu lado a me acompanhar,
nos devaneios de alguém que está a amar,
nas súplicas de um poeta apaixonado,
nas loucuras do amor,
na tristeza e na dor
de uma pessoa que se fechou,
e não consegue mais se abrir,
um poeta incapaz de sentir,
ou de apenas exteriorizar,
o sentimento que nele está a transbordar,
um boêmio incapaz de sorrir,
acorrentado em si
sem liberdade,
apenas com a humildade para escrever,
seus mais nobres sentimentos por você.

Gabriel Nogueira

Nenhum comentário:

Postar um comentário