domingo, 4 de março de 2012

Falso poeta



Um poeta que nunca amou,
isso é uma desgraça,
até mesmo uma ameaça,
uma ameaça para ele que adora inventar...
amores. Pessoas por quem ele possa se apaixonar,
mas sem o risco de as conquistar,
só para nunca parar de amar, de sofrer,
de escrever roteiros de paixões mirabolantes,
que o fazem enlouquecer.
Tudo para experimentar
a dor que é amar,
o prazer que é gostar,
a loucura por não ter
quem você gosta com você.
Mas como sofrer sem sentir dor?
como odiar sem ter rancor?
como amar sem ter amor?
como escrever e expressar
uma coisa que nunca conseguiu provar?
então é melhor exagerar, inventar,
para quem sabe um dia, verdadeiramente amar.

Gabriel Nogueira

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